20 de setembro de 2017

Ferrovia do Trigo: você vai querer conhecer


Popularmente conhecida como Ferrovia do Trigo, a EF-491 – como é oficialmente nomeada – é um trecho ferroviário de ligação, ou seja, que conecta duas outras ferrovias (uma localizada na região de Roca Sales e outra em Passo Fundo). Seus pontos de início e fim são essas duas cidades, mas o percurso transcorre por outros municípios do Rio Grande do Sul, como Muçum, Guaporé, Vespasiano Corrêa e Dois Lajeados. 

História do local
Os primeiros estudos para a construção de um ambicioso projeto de ferrovia no Vale do Taquari datam ainda do fim do século XIX. Na década de 1940 esses estudos foram retomados e, em 1979, o trecho Roca Sales–Passo Fundo foi inaugurado. A demora na construção se deu pelo fato de que o relevo geográfico nessa região é muito acidentado. Para se ter uma ideia, foi necessário projetar 32 túneis e 23 viadutos para inserir em pontos de difícil acesso. Imagine a engenhosidade!
O objetivo da Ferrovia era basicamente desenvolver a economia e escoar a produção da região. Hoje, a imponente obra atrai turistas de várias localidades que buscam se aventurar à beira dos trilhos.

Os trilhos ainda estão ativos?
Atualmente, a Ferrovia segue ativa, concentrando no município de Roca Sales um dos mais importantes entroncamentos ferroviários do RS. De lá, diariamente saem vagões de carga com destino a Santa Catarina, São Paulo e outros estados.


Que tipo de aventura se pode esperar
A região entre Guaporé e Muçum é a mais percorrida pelos viajantes, e também onde o percurso é mais acidentado. Lembra dos 23 viadutos mencionados anteriormente? 21 deles se encontram somente por ali, inclusive o famoso Viaduto 13, considerado o maior viaduto férreo da América Latina, com 143 metros de altura. 
A aventura, portanto, não é das mais leves. A maioria das pessoas completa o percurso em 3 ou 4 dias, aproveitando as zonas de camping para descansar (porém, em algumas partes essas zonas são um pouco escassas). Além disso, a caminhada é indicada para pessoas que já estão habituadas com trekking e, principalmente, não têm claustrofobia (devido aos extensos túneis) ou medo de altura (por conta dos viadutos).
Existem rodovias que acessam pontos específicos, como o Viaduto 13, facilitando para quem deseja percorrer este pequeno trecho, ou somente vê-lo da parte de baixo, às margens do Rio Guaporé. 


Distância do trajeto
O trecho entre Guaporé e Muçum possui aproximadamente 50 km. O sentido norte-sul é o mais comum de se percorrer, iniciando a caminhada em Guaporé.  
Muitas agências de turismo oferecem pacotes para grupos que visam percorrer trechos mais curtos, que podem ser feitos em um só dia. Geralmente, oferecem transporte de ida até Guaporé e volta para a cidade de onde o grupo saiu. 
Ainda, é possível ir de ônibus por conta própria. A rodoviária de Guaporé fica a apenas 1 km da estação de trem, que é onde o trajeto dos viajantes se inicia, logo na entrada da cidade. 


Quando ir
Não há uma época específica indicada para visitar o local. No inverno, a umidade do rio que corre ao lado dos trilhos pode intensificar a sensação de frio. No verão, é necessário tomar cuidado redobrado com o sol e o calor, que podem provocar fadiga. O ideal é optar por um dia de tempo firme e temperatura amena.


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